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Seminário Meio Ambiente e Sustentabilidade ASEC CETESB



Evento realizado online, trouxe como convidada a diretora-presidente Patrícia Iglecias palestrando sobre o papel da CETESB em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS

A ASEC-CETESB e a AESabesp realizaram virtualmente em 23/06 o Seminário Meio Ambiente e Sustentabilidade. O evento é parte das atividades referentes ao Dia do Meio Ambiente promovidas pela ASEC-CETESB, que comemora neste ano 29 anos de criação.

O presidente da ASEC-CETESB, Uladyr Ormindo Nayme agradeceu a Viviana Borges, presidente da AESabesp, pela parceria na realização do seminário, e aos convidados e palestrantes Patrícia Iglecias, diretora-presidente da CETESB, Eduardo Mendiondo, coordenador científico do Centro de Estudos e Pesquisas em Desastres (CEPED), Guilherme Machado Paixão, superintendente de Gestão de Projetos Especiais da Sabesp, e Lia Helena Demange, gerente da Divisão de Logística Reversa e Gestão de Resíduos Sólidos, José Eduardo Bevilacqua, assessor da Diretoria de Avaliação de Impacto Ambiental, Carlos Roberto dos Santos, diretor de Engenharia e Qualidade Ambiental, da CETESB.

A diretora-presidente Patrícia Iglecias agradeceu o convite e ressaltou o trabalho da Associação de Engenheiros da CETESB e da Sabesp, “entidades parceiras e visões que se complementam em prol do meio ambiente”.

Falando sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS e a CETESB, Patrícia Iglecias colocou que “a empresa tem um papel de liderança no desenvolvimento de políticas ambientais e de sua disseminação para o restante do país”.

“A CETESB no seu amplo trabalho, que não é só licenciamento, permite que ela seja um agente indutor da inclusão dos ODS, como, por exemplo, realizando protocolos de intenção com setores produtivos para a adoção de práticas sustentáveis de produção e de consumo”, afirma a dirigente.

Atendendo diretamente ao ODS 17 – Parcerias e meios de implementação, foi assinado, em 07/06/2021, o Protocolo de Intenção CETESB – Abiclor, visando instituir, voluntariamente, metas de redução dos impactos ambientais decorrentes dos processos produtivos e da prestação de serviços das empresas associadas à entidade.

O Acordo Ambiental São Paulo, programa criado em 2019, é uma proposta da CETESB focada no ODS 13 – Ação global contra a mudança do clima. O programapossui 211 aderentes voluntários comprometidos com metas para diminuir a liberação de gases de efeito estufa. “O programa tem crescido a cada dia. Se outros Estados trabalharem em algo semelhante, o País atenderá ao que foi assumido no Acordo de Paris, referente à redução das emissões de uma forma geral”.

Salientando o Licenciamento Ambiental, a diretora mencionou a ligação com três dos ODS. São eles: ODS 9 – Indústria, inovação e infraestrutura, ODS 12 – Consumo e produção sustentáveis e ODS 15 – Vida terrestre. “Essas interfaces se dão na medida em que novas metas são estabelecidas, novas tecnologias são implantadas em prol da redução de emissões”, contextualiza Patrícia.

A Logística Reversa – LR, abrangendo o ODS 12 e o ODS 17, tem sido um parâmetro inovador no Estado de São Paulo, vinculando a concessão ou a renovação de licenças à implantação de programas de LR. Outro exemplo, envolvendo os mesmos ODS, é o SIGOR – Sistema Estadual de Gerenciamento online de Resíduos Sólidos. Em seu módulo MTR – Manifesto de Transporte de Resíduo já foram emitidos mais de 800 mil manifestos. “Um esforço muito grande das pessoas envolvidas para atender a essa demanda”.

Patrícia Iglecias discorreu sobre a questão dos aterros sanitários, ODS 11 – Cidades e comunidades sustentáveis e ODS 17, destacando que 612 municípios paulistas (cerca de 95%) descartam seus resíduos em aterros adequados. Sobre o monitoramento ambiental, ODS 3 – Saúde e bem-estar, ODS 6 – Água potável e saneamento, ODS 11, ODS 14 – Vida na água, ODS 15 e ODS 17, afirmou que “o papel dos Laboratórios é fundamental, como também a rede de monitoramento da qualidade do ar, em atividade desde 1972”.

A diretora-presidente conclui sua palestra atestando que o trabalho da CETESB deve ser realizado de forma integrada. “Não de maneira compartimentada, mas uma única CETESB, em que cada uma das atividades contribui para o resultado positivo, o que faz a CETESB ser reconhecida como a melhor agência ambiental da América Latina”.

A palestra de Eduardo Mendiondo foi sobre o tema ‘Como criar uma agenda de novos empregos e oportunidades em torno do Ambiente e Sustentabilidade via ODS?’. O professor colocou que “o melhor conhecimento pode salvar vidas”. “As áreas de risco oferecem hoje mais oportunidades de incorporar elementos de inovação emsetores, como saneamento, estruturando uma cadeia de empregos diretos e indiretos”, complementou Mendiondo. O diretor Carlos Roberto dos Santos apresentou um painel sobre a evolução da proteção ambiental em sua palestra sobre ‘Gestão Ambiental e ferramentas’. A mudança comportamental que inibe a degradação ambiental exige uma forma de lidar com as questões ambientais, demandando uma gestão, na qual se envolvem políticas públicas e academia. A gestão alia o avanço das práticas tecnológicas com a forma organizada de planejamento. “Uma tomada de decisão, em qualquer área e, em especial, na ambiental, depende de um bom gerenciamento, que reúna elementos técnicos e organizados, a fim de alcançar bons resultados”, concluiu o diretor.

Lia Helena Demange expôs sobre Logística Reversa no Estado de São Paulo. Ela salientou a importância do enquadramento da logística reversa nos processos de licenciamento ambiental. “O ideal seria que houvesse uma regulamentação em âmbito federal que incluísse a logística reversa no licenciamento e que trouxesse essa exigência para todos os Estados”, enfatizou a gerente.

Guilherme Paixão, superintendente da Sabesp, falou sobre o Projeto Tietê, o maior programa de saneamento ambiental do país, iniciado em 1992. Comentou sobre o desenvolvimento do projeto ao longo dos anos, com o aporte de recursos, o número de pessoas com esgoto coletado e tratado, e ampliação do número de Estações de Tratamento de Esgoto. Segundo Paixão, “implantação de benefícios que o saneamento traz para toda a sociedade”. Ressaltou ainda a importância de “todos estarem atentos e usar com parcimônia o recurso natural – a água”.

José Eduardo Bevilacqua abordou o tema ‘Despoluição do rio Pinheiros’. Focada na qualidade da água, a palestra discursou sobre as metas e ações, entre as quais, o licenciamento de obras e monitoramento das águas, que a CETESB tem tido. Ressaltou a importância do rio para a população de São Paulo e os desafios para sua recuperação, como encaminhar mais de 2.800 L/s de esgoto para tratamento.

Bevilacqua, em suas conclusões, afirma que “a CETESB tem a grata satisfação de dizer que há uma tendência estatística de melhora dos índices monitorados do rio Pinheiros”. Contudo, há metas ainda para serem cumpridas. “Mas, se continuarmos nessa seriedade, nós atingiremos a condição de sustentabilidade ambiental que toda sociedade merece e busca. Nós, da CETESB, ficamos muito satisfeitos em mostrar esses dados”, concluiu o assessor.

O evento contou ainda com a participação do Coral da CETESB Passarinhos Azuis, sob a regência do maestro Gualtieri Beloni Filho. O coral neste ano completa 10 anos, graças à dedicação de seus integrantes, colaboradores do sistema ambiental.

Assista à íntegra no canal AESabesp, no YouTube: www.youtube.com/watch?v=8whfIRZgIPg








Texto: Cris Leite Printes: José Jorge


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